segunda-feira, 28 de abril de 2014

Falado sobre incontinência urinária


Quem já escutou alguém falar "Ela perde xixi porque já tem idade"?
A incontinência urinária, que é toda perda involuntária de urina, para muitas pessoas é algo natural quando, por exemplo, se tem uma idade mais avançada ou está grávida, porém isto não é verdade. Após a aquisição do controle  esfincteriano (controle urinário e intestinal) em nenhum momento da vida é normal perder urina e é por conta desse equivoco que muitas mulheres deixam de procurar tratamento para tal patologia. 

Essa patologia, é um sinal de que algo não vai bem e está diretamente relacionada a função muscular da região em questão. Na mulher, a incontinência urinária pode acontecer por muitos fatores, de várias formas e nas várias fases da vida, alguns casos podem se solucionar de maneira simples enquanto outros exigem um plano terapêutico complexo que podem envolver até uma cirurgia. 

O número de mulheres que sofrem com a incontinência urinária no nosso país é grande e o impacto dessa doença na qualidade de vida delas também é. Muitas isolam-se por medo e vergonha de que estejam cheirando urina, não saem ou fazem viagens por medo de não ter um banheiro próximo para poder urinar ou se trocar. 

Mas, independente de qual tipo de incontinência urinária a mulher tenha, se já é um caso mais grave ou não, é importante procurar tratamento específico com o médico e o fisioterapeuta.

A fisioterapia irá auxiliar no tratamento desta patologia melhorando a perda de urina ou até mesmo cessando-a, dependendo de cada caso. Após a identificação do tipo de incontinência urinária, que é feita através da coleta da história, queixas relatadas e exames complementares da paciente, o fisioterapeuta investigará onde está a falha que permite a perda de xixi, podendo assim proporcionar o melhor tratamento para cada caso.

O tratamento geralmente envolve orientações (como a melhora de alguns hábitos alimentares e comportamentais), exercícios perineais, melhora da postura e do movimento, uso de eletroestimulação quando necessário, entre outros. 

Deixo algumas perguntas importantes que devemos saber responder sobre a perda urinária para que se possa traçar o melhor tratamento. São elas: 
- Quando essa perda teve início? 
- Teve piora desde o seu início? 
- Em quais momentos ela ocorre? 
- Qual a quantidade da perda?
- Ela é em gotinha, em jato ou contínua?
- Há um momento em que ela é mais frequente? 
- Há algo que faz ela piorar? 
- Há algo que faz ela melhorar? 


Procure um fisioterapeuta e veja sua qualidade de vida melhorar!



Drª Mayara Florençano Mendes

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Aleitamento Materno - Amamentação

Não tem desculpa, o leite humano é o melhor alimento para o seu bebê.


Nele estão todos os ingredientes necessários para promover a melhor proteção e o melhor desenvolvimento para o seu filho, não gera custos e não dá trabalho (já que não precisar fabricar ou preparar).
Além de todos os pontos nutricionais importantes, o aleitamento materno, ou seja, a amamentação, tem papel fundamental na criação do vínculo mãe-filho, são momentos de CONTATO, CUIDADO, CARINHO e AMOR.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde recomendam o aleitamento materno exclusivo por 6 meses e complementado por dois anos ou mais. A introdução precoce de outros alimentos à dieta da criança está associada com:
- mais episódios de diarreia;
- maior número de internações por problemas respiratórios;
- risco de desnutrição;
- menos absorção de nutrientes importantíssimos do leite materno, como ferro e zinco;
- menor eficácia da lactação como método anticoncepcional;
- menor duração do aleitamento materno. 

Alguns benefícios da amamentação para a mulher:
- diminuição do risco do câncer de mama e de ovário;
- perda de peso;
- diminuição do sangramento uterino no pós-parto.


Existem mulheres que não podem amamentar? Segundo o Ministério da Saúde, existem sim, como as mães infectadas pelo HIV, HTLV I, e HTLV II, em uso de medicamentos incompatíveis com a amamentação, que possuam infecção herpética localizada na pele da mama ou varicela, que estejam na fase aguda da doença de chagas ou quando houver sangramento mamilar evidente e aquelas que consumam drogas. Relacionado ao bebê, aqueles portadores de galactosemia não podem receber leite humano ou qualquer outro que contenham galactose. 


Abaixo deixo um material da UNICEF e Ministério da Saúde sobre o aleitamento materno. Nele encontramos todas as dicas para quem é mãe e pai de primeira viagem, são esclarecidos alguns tabus como o do leite fraco, dúvidas quanto a pega do bebê, posicionamento para amamentar e muito mais.




Drª Mayara Florençano Mendes

sábado, 19 de abril de 2014

O Câncer de Mama.

Câncer, uma palavra proibida para muitos.
Hoje em dia, apesar de todo avanço médico, de tecnologias e tratamentos inovadores, o câncer ainda é tratado como sentença de morte para muitas pessoas.
Porém, vemos as novas conquistas da medicina no combate a essa patologia, seja com as sessões de quimioterapia, com a cirurgia ou com a radioterapia. Essas três podem ser usadas separadamente ou em conjunto durante o tratamento, promovendo a cura.

A cirurgia no câncer de mama é realizada de acordo com a extensão do tumor podendo ser retirado apenas o tumor juntamente com suas margens de segurança, um quadrante da mama ou ela por completo, na maioria da vezes alguns linfonodos axilares também são retirados  e , em casos mais extremos, alguns músculos da região. Tudo dependerá, entre outros fatores, da gravidade da doença  no momento.

Ai eu pergunto, como a fisioterapia pode auxiliar no tratamento do câncer de mama?

É normal a paciente apresentar fadiga, enjoo e dor durante o tratamento, a mastectomia (retirada da mama) pode ser o fim de uma fase ruim, afinal ela leva embora o tumor, porém esta pode trazer algumas consequência desagradáveis como dor, mudança na sensibilidade local, linfedema (braços inchado em decorrência do acúmulo de linfa), entre outras. Para muitas mulheres mastectomizadas torna-se difícil olhar-se novamente no espelho, as atividades anteriormente executadas ficam quase impossíveis de serem realizadas por medo ou limitação de movimento do braço, a postura também pode mudar e isso lhe causar dor. Tudo isso é trabalhado na fisioterapia.

Após todo tratamento e luta inicia-se uma nova fase, e como tudo que é novo precisamos nos adequar a ele e não ignorá-lo e a fisioterapia está ai para auxiliar neste momento. Existe quem acha que nada mais vai voltar a ser como era antes do câncer, e não mesmo, mas se você quiser, pode ser melhor!

Procure um fisioterapeuta especializado e melhore sua qualidade de vida.



Drª Mayara Florençano Mendes