Shantala


MAIS QUE UMA MASSAGEM, UMA CONECÇÃO

 
"Nutrir uma criança
Sim
Mas não só com leite
É preciso pegar-lhe ao colo
É preciso acariciá-la

embalá-la
e massajá-la
É necessário conversar com a sua pele
Falar com as suas costas
Que tem sede de fome
Como a sua barriga"

Nos países que preservaram o profundo sentido das coisas, as mulheres ainda se recordam disso tudo. Aprenderam com suas mães e ensinarão às filhas essa arte profunda, simples e muito antiga que ajuda a criança a aceitar o mundo e a sorrir para a vida.”

“Shantalla” – Leboyer, F.

“As primeiras semanas que se seguem ao nascimento são como a travessia de um deserto. Deserto povoado de monstros: as novas sensações que, brotadas do interior, ameaçam o corpo da criança. Depois do calor no seio materno, depois do terrível estrangulamento do nascimento, a enregelada solidão do berço.
A seguir, aparece uma fera, a fome, que morde o bebê nas entranhas. O que enlouquece a pobre criança não é a crueldade da ferida, é essa novidade: a morte do mundo que a rodeia e que empresta ao monstro exageradas proporções. 
Como acalmar essa angústia?"

UM RITUAL DE CARINHO


UM POUCO DE HISTÓRIA

    Em 1976, o francês Frédérick Leboyer, médico obstetra, viajava pela Índia, quando se deparou com uma mulher sentada na calçada em Calcutá massageando seu filho. A prática era comum no país e transmitida de mãe para filha. Encantada com aquele momento, Leboyer fotografou a mulher, que se chamava Shantala, e pediu que lhe ensinasse a técnica.

    De volta ao Ocidente, o médico foi responsável pela divulgação da prática batizada de Shantala em homenagem a “tutora”. No Brasil, a técnica foi introduzida a partir de 1978, através da professora de yoga Maria de Lourdes da Silva Teixeira (Fadynha).


PRINCÍPIOS
- Concentração;
- Firmeza;
- Constância ;

- Lentidão ;
- Ritmo.

    Deve ser realizada com a “mãe” sentada no chão com as pernas estendidas e o bebê despido repousando ao longo de suas pernas, somente uma manta os separa. 
TOQUE : deve transmitir conforto, bem-estar, carinho, estimulação.


A TÉCNICA
A técnica está descrita minuciosamente no livro do médico Frédérick Leboyer .
Realiza-se a técnica em bebês a partir de 1 mês de vida até os 4 meses.
A massagem dura em média 30 minutos, sendo que cada manobra é repetida no mínimo 3 vezes.


BENEFÍCIOS

 Além da afeição que se cria entre mãe e filho.


Peito: Facilita a ampliação da respiração, traz equilíbrio e harmonia;

Braços: Fortalece os músculos e as articulações, ativa a circulação e o sistema nervoso, preparando o bebê para engatinhar e andar;

Mãos: Estimula a coordenação motora ampla e fina;
Barriga: Facilita o funcionamento dos intestinos, elimina gases, trazendo alívio das cólicas. Fortalece os músculos abdominais;
Pernas: Fortalece os músculos e as articulações, ativa a circulação, estimula o sistema nervoso preparando para engatinhar e andar;
Pés: Estimula a sensibilidade plantar;

Costas: Alivia a tensão acumulada entre as vértebras, trás equilíbrio, eixo e harmonia;
Rosto: Estimula a musculatura, prepara o bebê para melhor expressar os sentimentos.



CUIDADOS

* Com o bebê
-É muito importante que a massagem aconteça em um lugar aquecido.

-Uso somente de óleos naturais e previamente aquecidos.
-Não realizar seguida a amamentação
-A massagem deve ser confortável e prazerosa ao bebê. Se ele apresentar alguma resistência,pare e tente em outra ocasião.
- Não realizar quando o bebê estiver com febre, pois pode elevar ainda mais a temperatura.

* Com a Mãe

- Retirar anéis,relógios,ou qualquer objeto que possa machucar o bebê.
- Os benefícios são oriundos de uma seqüência de movimento, portanto se for preciso interromper a sequência, retorne desde o começo.
- A atenção deve estar voltada toda para o bebê.

* Com o ambiente
- Criar um ambiente relaxante e calmo.
- Pode utilizar a cromoterapia, pois as cores podem ser úteis se o bebê for calmo ou agitado.
- A musica ambiente precisa ser em volume baixo.

           “A mulher deve estar sentada no chão. Esta questão é fundamental. 
Sentada no chão, mas não em contato direto com o solo. Pernas esticadas, costas eretas, ombros relaxados. Massagear a criança numa mesa, estando a mulher de pé ou sentada numa cadeira, é falsear o significado profundo. E pôr de lado a afeição.”




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