segunda-feira, 26 de maio de 2014

E esse tal ASSOALHO PÉLVICO?


Falamos o tempo todo no assoalho pélvico e em como exercitar ele é importante para a saúde uroginecológica, mas o que é de fato o assoalho pélvico?


O próprio nome já diz, assoalho da pelve, é algo que cobre a nossa pelve (bacia). Ele é composto por músculos, ligamentos e fáscias (tecido que reveste músculos e órgãos).

Para as minhas pacientes localizarem com mais facilidade essa estrutura, eu digo que o assoalho pélvico é tudo o que envolve a uretra, vagina e ânus, ou seja, essa faixa vermelha que a figura mostra de uma forma bem simplificada.

Como podemos observar, ele fica no fundo do nosso tronco e, por esse fator, uma das suas funções é de sustentar esses órgãos mais baixos que estão localizados na nossa pelve, ou seja, ele garante que bexiga, útero e reto permaneçam fixos e não desçam.

Já que o assoalho pélvico envolve os nossos orifícios relacionados à micção, evacuação e reprodução, ele também tem uma função importante no que diz respeito a eliminação e contenção da urina e das fezes, bem como no parto e na satisfação sexual.

Além disso ele também é um dos responsáveis por manter uma pressão adequada dentro do nosso tronco, garantindo uma boa estabilidade deste e, consequentemente, melhorando a qualidade dos nossos movimentos, além de proporcionar proteção para a nossa coluna vertebral.

Na mulher, o fato desse assoalho estar em perfeito funcionamento é elemento importantíssimo para evitar prolapsos de órgãos pélvicos (bexiga caída, por exemplo), incontinência urinária, fecal e /ou de flatos, retenção urinária, constipação, insatisfação sexual (em decorrência da flacidez vaginal ou de patologias como o vaginismo), entre outros.

No homem, distúrbios como ejaculação precoce e impotência sexual também estão relacionados com o mau funcionamento dos músculos dessa região.

Sendo assim, a fisioterapia trabalha para que a musculatura do assoalho pélvico funcione adequadamente prevenindo ou tratando qualquer patologia ou desconforto relacionada, principalmente, a região pélvica.

Procure um fisioterapeuta especializado e veja sua qualidade de vida melhorar!



Dra Mayara Florençano Mendes

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Câncer de mama e Lucas Lucco

Até hoje eu só havia escutado a música, não sabia do que a história tratava de verdade e não tinha assistido o clip, mas eu descobri que a música "Mozão" do Lucas Lucco retrata a história de um casal onde a mulher é diagnosticada com câncer de mama. 

Além da história linda de amor e superação, interpretada pelo próprio Lucas e pela atriz Tha Lopes (sim, ela raspa a cabeça para as filmagens), a música mostra a importância do apoio do companheiro neste momento delicado, afinal, sabemos de tristes casos onde a mulher diagnosticada com câncer de mama é abandonada pelo seu marido/noivo/namorado.

Após o grande sucesso do clip (seis milhões de acessos em menos de duas semanas), e passando pelo preconceito de "ser uma mulher careca", fosse pelos olhares de estranhamento na rua ou por pessoas se apavorarem achando que ela estava doente, Tha Lopes aproveitou a oportunidade para montar uma campanha contra o câncer de mama. 

Lucas Lucco e Tha Lopes, linda iniciativa!! 

Abaixo o clipe, que inclusive possui relatos de mulheres que passaram pelo CA de mama, e o blog da atriz, onde ela conta como foi fazer esta personagem e fala sobre a campanha. 

Blog da atriz Tha Lopes: thalopes.com/blog/tag/lucas-lucco




Dra Mayara Florençano Mendes

domingo, 11 de maio de 2014

Parabéns, mamães

As que já são mães, as que ainda serão e aos pais que também são mães.. os meus parabéns!




Dra Mayara Florençano Mendes

quinta-feira, 8 de maio de 2014

8 de Maio

Desde 2012, no dia 8 de maio, é celebrado O Dia Mundial do Câncer de Ovário. 


É um dia dedicado ao aumento da conscientização para o câncer de ovário, que é o câncer ginecológico com menor taxa de sobrevivência e sobre o qual há pouco conhecimento e nenhuma cura. 

Neste dia as organizações do mundo inteiro, que fomentam a conscientização para o câncer de ovário, se unem para educar suas comunidades sobre esse tipo de câncer e seus sintomas.

Sintomas:
- Aumento do volume abdominal / inchaço contínuo (não é o inchaço casual);
- Dificuldade de comer / sensação de plenitude;
- Dor abdominal ou pélvica;
- Necessidade urgente e frequente de urinar.

Não prive este conhecimento de outras mulheres, COMPARTILHE!

Mais informações na página oficial da campanha "Dia mundial do câncer de ovário": http://ovariancancerday.org/pt

Entre no site e torne-se "uma voz" para todas as mulheres como eu fiz!





Drª Mayara Florençano Mendes

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Disfunções Miccionais na Infância

Mães, pais e cuidadores, fiquem atentos, o fato da sua criança "fazer xixi na calça" pode ir muito além do que você imagina. 

A fisioterapeuta do Hospital das Clínicas e do Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo, Patricia Batista, explica um pouco sobre as disfunções miccionais encontradas durante a infância. 

"O controle miccional, ou seja, a capacidade de controlar o momento em que se deve/pode urinar, é comandado pelo sistema nervoso e geralmente é adquirido entre os 2 a 4 anos de idade. As disfunções miccionais da infância acometem meninos e meninas sem qualquer distúrbio neurológico, principalmente entre os 3 e 7 anos de idade. 

As disfunções miccionais representam uma alteração nas fases de armazenamento vesical(quando a urina é produzida e começa a ser armazenada na bexiga) e/ou de esvaziamento vesical (quando a urina é eliminada). 

A alteração da fase de armazenamento é classificada como hiperatividade vesical, apresentando sintomas como urgência miccional (desejo súbito e incontrolável de urinar), associada ou não a incontinência urinária (quando ocorre a perda de xixi).

Nas alterações da fase de esvaziamento, as crianças apresentam dificuldade em relaxar a musculatura do assoalho pélvico (musculatura responsável por conter a urina e fezes), caracterizando uma incoordenação miccional. Essas crianças podem apresentar sintomas de incontinência urinária diurna (perda de urina durante o dia) e enurese noturna (perda de urina durante o sono). Essas estão geralmente relacionadas a infecções do trato urinário e a encoprese (perda de fezes associada a constipação).

Podemos citar ainda as crianças postergadoras, que são aquelas que adiam a micção frente a uma situação específica, em geral, quando estão envolvidas em alguma atividade como brincar ou assistir televisão. Essas crianças geralmente adotam manobras de contenção como a postura de cócoras, cruzar as pernas ou segurar a região genital, na tentativa de "segurar o xixi".


A fisioterapia pode atuar no tratamento destas disfunções através da terapia comportamental (orientação em relação a hábitos e comportamentos), eletroestimulação como forma de inibição da contração vesical, a eletroestimulação, biofeedbeck e/ou exercícios para a musculatura do assoalho pélvico, além da associação com exercícios respiratórios e posturais. 

Segue abaixo algumas orientações:
- Manter uma dieta rica em fibras e ingesta adequada de líquidos;
- Não inibir o desejo miccional e/ou evacuatório;
- Não reter a urina nos momentos de urgência;
- Não ter pressa para urinar/evacuar;
- Adotar uma postura adequada para urinar/evacuar (com inclinação de tronco para frente e pés apoiados).
- Diminuir a circunferência do assento sanitário para que a criança se sinta segura e confortável na hora de urinar;
- Orientar os demais cuidadores da criança (escola, parentes, babás)."

Procure um fisioterapeuta especializado.


Drª Mayara Florençano Mendes